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Dicionário Litúrgico
Ambão:
Pequena tribuna, geralmente em madeira, de onde são
lidos textos sagrados ou apresentados cantos litúrgicos,
nos templos religiosos.
Âmbula:
Vaso pequeno onde se guardam os santos óleos.
Báculo:
Bastão em forma de cajado usado pelo Bispo como
sinal de que ele é o pastor, representante de
Cristo, o Bom Pastor, que guia as ovelhas, ou seja.
Os fiéis.
Quando celebra, o Bispo segura o báculo na entrada,
durante a proclamação do Evangelho, na
homilia e durante a oração do Creio ou
profissão de fé. Nos outros momentos,
fica na mão do coroinha ou acólito.
Bíblia:
Conjunto de livros da Palavra de Deus, formado pelo
Antigo e Novo Testamento. A Liturgia celebra o que a
Bíblia revela. O livro da Palavra de Deus está
presente em todas as celebrações como
sinal de amor de Deus comunicado aos homens. Pode ser
levada em procissão na entrada, antes da aclamação
do Evangelho e colocada no lugar de honra, na estante,
entre duas velas acesas ou junto a um vaso de flores.
Círio Pascoal:
Grande vela de cera que representa Cristo Ressucitado.
É aceso pela primeira vez na Vigília Pascal.
Deve ser preparado com antecedência para estar
bem visível o desenho da cruz, as letras A e
Z, primeira e última do alfabeto, que simbolizam
Cristo, princípio e fim, e os números
do ano, lembrando a história da salvação
e o tempo decorrido desde a vinda de Cristo. Na cruz,
são fixados cinco cravos, feitos de prego cobertos
de cera misturada com incenso. Cada um deles representa
uma das chagas de Jesus. O círio deve ser colocado
próximo ao altar, durante o tempo de Páscoa,
levado em procissão nas missas solenes e estar
em destaque nas celebrações do Batismo
e Crisma. É na chama do círio que são
acesas as velas dos batizados, para simbolizar nova
vida de ressucitados em Cristo.
Corporal:
Pano branco, quadrado, com aproximadamente 50 cm de
lado, que no momento da apresentação das
ofertas é colocado no centro do altar, sobre
a toalha. Na hora da preparação das ofertas,
o sacerdote abre o pano, que estava dobrado, e sobre
ele coloca o cálice, a âmbula e a paterna.
Chama-se corporal porque sobre ele será colocado
o corpo de Cristo nas espécies de pão
e vinho. Também deve ser usado o corporal sobre
o altar, quando se faz a adoração ao Santíssimo,
e sobre a mesa quando se leva a comunhão aos
doentes. As equipes de liturgia devem orientar com zelo
sobre o modo de lavar o corporal e o sanguíneo,
porque ali ficam partículas consagradas.
Diácono:
É uma pessoa ordenada para servir à comunidade.
É um ministro que recebe um sacramento e tem
funções próprias na liturgia, como
proclamar o Evangelho, fazer sermão, proferir
algumas orações em nome do povo e despedir
a assembléia no final da celebração,
quando o presidente é um sacerdote. Na falta
de sacerdote, ele preside a celebração.
Doxologia:
É a proclamação em que o presidente
da celebração resume o conteúdo
dos gestos e ritos que fez. Logo após a consagração,
ele reza: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós,
Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito
Santo, toda a honra e toda a glória, agora e
para sempre". Os fiéis respondem: "Amém".
Esmola:
É o gesto que a Igreja pede a todo fiel como
sinal de amor ao próximo. É dar sem interesse
de reconhecimento ou recompensa. Especialmente no tempo
da Quaresma, a esmola é sinal de conversão.
Espórtula:
Quantia em dinheiro oferecida para manter as necessidades
da celebração. Não é pagamento
pelo sacramento, porque seu valor é ínfimo,
não há preço que pague; nem é
para substituir o dízimo, que tem outra finalidade.
Estola:
Sinal do serviço sacerdotal. É uma tira
de pano que passa atrás do pescoço do
padre e fica com as pontas retas, caídas na frente
do corpo. Sua cor é determinada pelo tempo litúrgico.
O diácono usa a mesma estola, atravessada em
diagonal no corpo.
Festa:
A celebração cristã tem sempre
sentido de festa, porque nela os fiéis se reúnem
com alegria para atualizar, lembrar e comemorar a presença
de Cristo em sua vida, até que se realize a promessa
de um encontro definitivo. A festa se expressa pelos
sinais da luz, canto, música, aleluia, flores
e velas acesas.
Fiel:
Toda pessoa batizada. Aquele que professa a fé
em Jesus Cristo ressuscitado e participa da Igreja.
O conjunto de fiéis que celebram a liturgia se
chama assembléia. O conjunto de todos os fiéis,
vivos ou falecidos, se chama Igreja. Na liturgia as
fiéis manifestam a sua fé através
de gestos, sinais, respostas e cantos. Na vida os fiéis
manifestam a sua fé vivendo o seguimento de Jesus
e cumprindo o seu mandamento de amar ao próximo.
Fogo:
Sinal de luz, calor, purificação e amor.
É símbolo de Cristo, representado no círio,
aceso no fogo da celebração da Vigília
Pascal. É símbolo do amor de Deus, o Espírito
Santo, porque foi em forma de línguas de fogo
que desceu sobre os apóstolos no dia de Pentecostes
(At 2). Normalmente está presente nas celebrações
através da chama das velas e da lamparina acesa
junto ao sacrário.
Galhetas:
Duas jarras pequenas, de vidro, colocadas sobre uma
bandeja com alça, onde estão, separadamente,
a água e o vinho que vão ser usados na
celebração. Ficam sobre a credência
até o momento da preparação das
ofertas, quando o coroinha as leva para o altar.
Genuflexão:
Gestos de dobrar um dos joelhos, ao entrar na igreja
ou diante do sacrário e do Santíssimo.
Pode ser substituído por uma reverência
quando se está em procissão.
Gestos:
Os gestos são a linguagem do corpo. Mesmo sem
falar, nossos gestos demonstram o que pensamos e sentimos.
Os principais gestos da celebração são:
o sinal-da-cruz, o beijo do sacerdote no altar, andar
em procissão, bater palmas, ajoelhar, inclinar
a cabeça, fazer reverência, ficar de pé,
sentar e ouvir com atenção, dar as mãos,
elevar as mãos, dar o abraço da paz e
abençoar.
Glória:
É um louvor às três pessoas da Santíssima
Trindade cantado ou recitado, depois do ato penitencial,
nas Missas de domingo e solenidades. No tempo de Advento
e Quaresma não se reza o Glória.
Homilia:
É a explicação da Palavra de Deus,
especialmente do Evangelho, com o objetivo de relacionar
o texto com a vida dos fiéis. O ministro da celebração
traz a mensagem da Palavra para a vida da comunidade,
convidando os fiéis para praticar o que propõe.
Deve relacionar-se com o assunto e a mensagem do Evangelho
e com o motivo da celebração, conforme
a realidade da assembléia.
Hóstia:
Assim se chama o pão que é oferecido no
altar e se transforma em corpo de Cristo, partido em
comunhão na Missa. A hóstia maior fica
na patena e é partida pelo sacerdote antes da
comunhão, enquanto o povo canto Cordeiro de Deus.
Na adoração do Santíssimo fica
no ostensório.
As hóstias pequenas, antes da consagração,
ficam na âmbula, e depois da consagração
são distribuídas aos fiéis. Mesmo
partidas, são o próprio corpo de Cristo
e por isso o ministro, os acólitos e coroinhas
devem tomar todo o cuidado para evitar que pessoas não
preparadas levem a hóstia na mão, sem
comungar. Se cair no chão, deve ser consumida
por um deles. Se estiver suja, poderá ser dissolvida
em água. Se sobrarem hóstias consagradas,
devem ser guardadas no sacrário.
Os ministros que servem os doentes levam as hóstias
na teça.
Imposição
das mãos:
É o gesto de bênção. É
próprio apenas do Bispo impor as mãos
sobre a cabeça dos fiéis; é o gesto
de consagração, nos sacramentos da Ordem
e Crisma. O sacerdote impõe as mão sobre
pessoas ou objetos nas bênçãos que
preside. Quando o ministro leigo abençoa, não
impo~e as mãos; conserva-as unidas faz a oração
da benção e, no final, traça o
sinal-da-cruz sobre si mesmo.
Incenso:
Sinal de festa e oração. É um perfume
que sobe com a fumaça produzida por pequenos
grãos colocados sobre brasas no turíbulo.
Os grãos são feitos de uma goma perfumada
extraída de árvores. Aquecidos pelas brasas
do turíbulo, exalam suave perfume que subirá
ao ar, como a oração dos fiéis
sobe até Deus.
O coroinha é responsável por encher a
naveta com incenso. Durante a celebração,
o presidente retira uma porção de incenso
da naveta e a coloca no turíbulo. Nas Missas
solenes são incensados o altar, o Santíssimo,
o Evangelho e a assembléia.
Jarra:
Vasilha que deve conter água limpa, junto à
bacia, para lavar as mãos do ministro da celebração
depois da preparação das ofertas, na Missa;
usada também no Batismo, na Crisma e na celebração
do lava-pés.
Jejum:
É um gesto de penitência. Representa que
o homem está livre das coisas materiais e quer
se converter a Deus, deixando de comer ou beber durante
um certo tempo, como fez Jesus.
Na Quaresma a Igreja pede que se faça jejum na
Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, conforme
o quarto mandamento da Igreja. Além desses dias,
a pessoa pode fazer jejum em qualquer dia do ano, por
um tempo que não prejudique a saúde, sempre
tendo em conta o que Jesus disse a respeito dessa prática
(Mt 5,16ss).
Para comungar, é preciso estar em jejum pelo
menos uma hora antes da comunhão.
Joelhos:
O gesto de dobrar os joelhos ou permanecer de joelhos
é sinal de adoração, humildade
e penitência.
Lâmpada do Santíssimo:
É o sinal da presença de Cristo. Deve
estar acesa sempre que houver hóstia consagrada
no sacrário. Pode ser usada uma vela, chamada
óleo ou mesmo lâmpada elétrica.
V. luz.
Lava-pés:
Celebração realizada na solene celebração
eucarística da Quinta-feira Santa, à tarde
ou à noite, em que doze pessoas são escolhidas
na comunidade para representar os doze apóstolos
na última ceia de Cristo, quando instituiu a
Eucaristia e o sacerdócio. É um gesto
de humildade do ministro, Bispo ou sacerdote, e disposição
de todos para seguir o exemplo de Jesus.
Lecionário:
Livro com as leituras próprias para cada dia
do ano litúrgico. Nele estão em seqüência
a primeira leitura, o salmo, a segunda leitura e o Evangelho
próprio para a Missa de cada dia do ano. Há
lecionários próprios para os domingos,
para as celebrações eucarísticas
durante a semana e para as festas dos santos.
Leitura:
Cada celebração tem suas leituras próprias,
tiradas da Bíblia. São a Palavras de Deus.
O lecionario e o diretório litúrgico indicam
quais as leituras aconselhadas ou determinadas para
cada dia ou ocasião. Em celebrações
especiais podem ser escolhidos outros textos da Palavra,
não estabelecidos para o dia, mas que se relacionarem
diretamente com o assunto da celebração
e a realidade da assembléia.
Liturgia:
Ação sagrada da Igreja, pela qual os fiéis
glorificam a Deus e são santificados por ele,
em Cristo, através de ritos sensíveis.
O Concilio Vaticano II trata da liturgia na Constituição
"Sacrosanctum Concilium", mencionada nos livros com
a abreviatura SC. A Missa ou celebração
da Eucaristia é o ponto alto da liturgia.
Luz:
Sinal de alegria e festa que se expressa no círio
e nas velas.
Mãos:
As mãos têm função importante
nas celebrações. É com elas que
traçamos o sinal-da-cruz, ao iniciar a oração.
Por elas completamos com a linguagem dos gestos o que
expressamos em palavras. Observando as mãos do
presidente da celebração e dos fiéis,
entendemos melhor o sentido de cada rito:
mãos dadas: expressam união e solidariedade;
mãos estendidas: expressam oferta, participação;
mãos levantadas: expressam oração
e súplica;
mãos postas: expressam oração e
piedade.
(Sobre esse assunto ver também: gestos
e imposição das mãos).
Matrimônio:
Celebração do sacramento do casamento.
As flores, enfeites e fotografias não devem atrapalhar
o principal, que é a presença de Cristo.
As músicas devem ser escolhidas de modo que expressem
a fé, e não qualquer idéia contrária
à fidelidade do casal e à indissolubilidade
do matrimônio, porque a música é
uma forma de oração, que é expressão
daquilo em que acreditamos.
Ministro:
É a pessoa que tem uma função própria
na celebração como presidente, leitor
ou outro serviço. Pode ser ordenado, como sacerdote
ou diácono, ou instituído (leigo), como
o ministro da Eucaristia. Deve usar uma roupa apropriada,
que indique essa condição. A veste é
sinal da função na liturgia.
Missa:
Celebração do sacramento da Eucaristia.
Foi chamada desde o início pelos primeiros cristão
de eucaristia, Fração do Pão ou
Ceia do Senhor. Quando a celebração era
em latim, o sacerdote despedia-se dos fieis dizendo
"Ite, missa est", que quer dizer: "Ide, enviados" ou
"Ide, a missão foi dada". O ministro despede
os fiéis e os envia a realizar a missão
que recebemos. Aquilo que Cristo nos propõe no
Evangelho devemos realizar no mundo: testemunhar o seu
amor.
Missal:
O missal romano é o livro de uso do sacerdote
em que estão todas as orações da
Missa, indicadas para cada dia, com as variações
próprias do tempo e do motivo da celebração.
Mitra:
Um dos símbolos do Bispo. É um chapéu
alto, terminado em ponta, com duas tiras caídas
atrás. O Bispo a usa nas celebrações
solenes.
Música:
A oração pode ser rezada ou cantada, com
música. Esta deve ajudar a assembléia
a unir-se a Deus na oração. Por isso é
importante ouvir a voz do povo que canta, e não
só o som dos instrumentos. A melodia e a letra
devem estar de acordo com a celebração
e o tempo litúrgico, evitando músicas
populares, não litúrgicas. Algumas músicas,
mesmo religiosas, não se prestam para a celebração
eucarística. Outras, muito bonitas, com melodia
agradável, têm uma letra que fala de idéias
contrárias ao Evangelho e à fé,
logo, não podem ser usadas nas celebrações.
Natal:
Festa do nascimento de Jesus, celebrada no dia 25 de
dezembro. O tempo do Natal vai do dia 25 de dezembro
até duas semanas depois, com a festa do Batismo
do Senhor. Estão incluídas nesse tempo
a festa de Maria, Mãe de Deus, no dia primeiro
do ano, e a Epifania do Senhor, chamada de dia de Reis,
no domingo mais próximo ao dia 6 de janeiro.
A cor dos paramentos é o branco, símbolo
da alegria.
Naveta:
Pequeno recipiente com tampa, em forma de açucareiro,
alongado, onde se guarda o incenso. Tem o feitio de
um barquinho e nela o coroinha põe o incenso
que depois o ministro colocará no turíbulo.
Novena:
Nove dias de oração que preparam um acontecimento
ou festa que vai ser celebrada. É um jeito popular
de rezar, especialmente para fazer um pedido, alcançar
uma graça. A catequese deve ajudara as pessoas
a compreender que a novena tem o sentido de favorecer
a conversão, e não tem por objetivo conquistar
um favor de Deus ou de um santo, como se fosse uma troca,
um comércio.
Ofertas:
É o que se leva para o altar para ser preparado
e elevado a Deus junto com a oferta do próprio
Cristo. Não pode faltar o pão (hóstias)
e o vinho. Outros símbolos podem ser levados
em procissão, enquanto a assembléia canta.
Óleo:
É sinal de força e coragem. Na Quinta-feira
Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo)
é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações
do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos
e Ordenação.
Sempre que houver celebração com óleo,
deve estar à disposição do ministro
uma jarra com água, bacia, sabonete e toalha
para as mãos.
Oração dos fiéis:
Oração em sinal de resposta a Palavra
de Deus. As intenções devem relacionar-se
com o tema do Evangelho e formular pedidos concretos
pelas necessidades da Igreja, do governo, do mundo,
dos que sofrem e pela comunidade que celebra. Uma pessoa
diz a intenção e todos respondem conforme
combinado antes: "Senhor, atendei a nossa prece", ou
outra resposta semelhante.
A oração é uma conversa com Deus
e pode se expressar de muitos jeitos: canto, ladainha,
fórmulas, espontaneamente, com a Bíblia,
com a vida. Na celebração da Eucaristia
o rito da Oração dos Fiéis vem
logo após a homilia ou a oração
do Creio.
Ostensório:
Espécie de vaso onde a hóstia grande consagrada
é colocada numa abertura coberta por dois vidros,
como uma janela redonda. Nele fica exposto o Santíssimo
para adoração dos fiéis. É
usado na procissão de "Corpus Christi", ficando
sempre entre duas velas acesas. Quando se fizer a exposição
do Santíssimo, o que nunca acontece durante a
Missa, deve ser lida a Palavra de Deus, deve haver momento
de oração, cantos e silêncio para
adoração.
Quando o ministro é sacerdote, usa capa e véu
umeral (pequena capa curta, que cobre apenas os ombros).
Ao encerrar a adoração, dá a bênção.
A adoração ao Santíssimo pode ser
feita também sem o ostensório. Nesse caso
a exposição do Santíssimo é
feita com a âmbula, mas devem ser tomados os mesmos
cuidados e haver o mesmo respeito: o ministro deve usar
as vestes próprias da celebração,
deve colocar a âmbula sobre o corporal, deve manter
as velas acesas. Se é feita por ministro leigo,
este não dá a bênção.
Pala
Pequeno cartão quadrado, coberto de tecido branco,
que serve para proteger o cálice durante a celebração
da Eucaristia.
Pão
É símbolo de alimento e vida. Na Eucaristia
é oferecido e consagrado, na forma de hóstia,
transformando-se no corpo de Cristo. O pão usado
é feito de farinha de trigo muito pura e sem
fermento. A transformação do pão
em corpo de Cristo tem o nome de transubstanciação.
Paramentos
São as roupas solenes, vestes usadas na celebração.
O sacerdote usa túnica branca e estola conforme
a cor do tempo litúrgico. Nas Missas festivas
usa a casula da mesma cor. O Ministro da Eucaristia
deve usar túnica ou casaco, conforme as normas
diocesanas.
Páscoa
Festa da ressurreição de Cristo. É
a Eucaristia mais solene do ano litúrgico, sinal
de vida nova, depois da conversão acontecida
na Quaresma. É o tempo litúrgico que começa
com a Vigília Pascal e se estende até
o domingo de Pentecostes. Durante todo o tempo litúrgico
da Páscoa, os paramentos devem ser brancos e
o círio pascal deve ser mantido junto ao altar.
Patena
Pequeno pratinho de metal em que o sacerdote coloca
as hóstias para consagrar.
Penitência
Há três modos normais de fazer penitência:
oração, jejum e esmola. O Advento e a
Quaresma são tempos de penitência, simbolizada
na cor roxa dos paramentos. As cinzas são sinal
de penitência. Chama-se também penitencia
o sacramento da confissão ou perdão dos
pecados.
Pentecostes
Festa que acontece 50 dias depois da Páscoa.
Celebra a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos
(At 2). A cor dos paramentos é vermelha.
Posição dos fiéis
A maneira como nos apresentamos é um gesto que
revela o que sentimos. A posição, de pé
é o gesto de quem houve o Evangelho, pronto para
pratica-lo. De joelhos é sinal de reverência,
adoração, humildade e penitência.
Sentados, para ouvir e meditar. Com as mãos levantadas,
em sinal de oração e súplica. De
mãos dadas, união entre irmãos.
Mãos postas juntas, sinal de oração,
piedade. Para comungar, o fiel fica com a mão
esquerda aberta sobre a mão direita, com a palma
virada para cima, na frente do corpo, à altura
do peito. O ministro coloca a hóstia sobre a
palma da mão esquerda aberta e com a mão
direita o fiel a leva até a boca, respondendo:
"Amém".
Presbitério
Lugar onde fica o altar, o presidente da celebração,
ministros, leitores e coroinhas. Em geral é mais
alto, separado por um ou mais degraus da parte da Igreja
onde fica a assembléia.
Presidente
É o ministro que dirige a celebração,
com funções próprias. Quando é
ordenado sacerdote, representa a pessoa de Jesus Cristo,
celebrando com túnica e estola. Quando é
ordenado diácono, usa a estola atravessada em
diagonal sobre o peito. Preside a celebração
da Palavra.
A celebração da Palavra também
pode ser presidida por um ministro não ordenado,
como o ministro extraordinário da Comunhão
Eucarística, o Ministro da Palavra ou o Catequista.
Procissão
Gesto de um grupo numeroso que anda em uma direção,
em fila, rezando e cantando. Simboliza a caminhada do
cristão em união com os irmãos
em direção a Deus. Na Missa pode-se fazer
cinco procissões:
- de entrada - o ministro que preside a celebração
segue atrás dos fiéis. Quando é
solene, deve ter a frente a cruz;
- de entronização da Bíblia -
a Bíblia é levada até a frente
do altar, ladeada por duas ou mais velas acesas. O
momento oportuno é antes das leituras, depois
do Glória, ou antes da proclamação
do Evangelho;
- das ofertas - em direção ao altar,
levando símbolos e ofertas;
- da comunhão - os fiéis preparados
dirigem-se até os ministros que distribuem
a comunhão;
- final - depois da bênção, os
fieis seguem o ministro celebrante em direção
à porta.
Proclamação
É o anúncio solene da Palavra de Deus.
Quaresma
Tempo que dura quarenta dias e vai desde a Quarta-feira
de cinzas até o sábado na véspera
do Domingo de Ramos. A cor dos paramentos é roxa,
sinal de penitência e humildade. A penitência
da Quaresma deve ajudar a conversão, que se faz
pela prática da oração, jejum e
esmola. No quarto domingo da Quaresma os paramentos
podem ser de cor rosa, antecipando a alegria da ressurreição.
Durante a Quaresma não se reza ou canta o Glória
nem Aleluia.
Querigma
Primeiro anúncio da paixão e morte de
Cristo por nossos pecados e de sua ressurreição
como promessa de vida eterna. É o primeiro conteúdo
da pregação dos apóstolos (1Cor
15,3s; At 2,22-24; At 4,10) e também o conteúdo
da evangelização que se aprofunda depois
na catequese.
Ramos
Domingo em que começa a Semana Santa. Nele se
celebra a entrada de Jesus em Jerusalém (Mc 11,1-10).
Como lembrança daquele dia, os fiéis levam
ramos bentos. Os ramos em geral são de folhas
de palmeira. Nesse dia pode-se fazer uma procissão
logo após a bênção dos ramos,
antes da Missa. A cor do paramento é vermelha.
Resposta
Depois de ouvir a Palavra de Deus, os fiéis respondem,
realizando-se, assim, um diálogo, a comunicação
entre eles. Cada rito e celebração têm
as respostas próprias, que devem expressar aquilo
que querem significar: a fé em Jesus Cristo.
A resposta mais significativa em toda celebração
é "Amém", porque reúne
numa palavra só muitas realidades.
Rito
É o conjunto de sinais, símbolos, gestos,
palavras e tudo o que acontece na celebração
a fim de expressar uma realidade que não se vê.
Roxo
Cor litúrgica dos tempos do Advento e da Quaresma.
É sinal de penitência, humildade e conversão.
Sacerdote
O mesmo que presbítero ou padre. É o ministro
ordenado que serve a comunidade. É ele que está
investido do poder de presidir a Eucaristia, consagrando
o pão e o vinho, e de conceder o perdão
sacramental, agindo em nome de Jesus Cristo.
Sacramento
São celebrações sagradas que realizam
de modo sensível àquilo que Deus faz por
meio de Cristo na Igreja, com a participação
dos fiéis para que aproveitem as graças
que ele dá. Os sacramentos da Igreja são
sete: Batismo, Crisma, Eucaristia, Penitência,
Matrimonio, Ordem e Unção dos Enfermos.
Sacrário
Pequeno cofre sagrado em que é depositada a âmbula
com as hóstias consagradas. Deve ser fechado
com chave que fica sob a responsabilidade do sacerdote
ou ministro extraordinário da Eucaristia. Deve
ser mantido sempre muito limpo. Diante dele se faz genuflexão.
Uma lâmpada acesa indica a presença de
Jesus.
Salmo
Oração tirada da Bíblia. Na Missa
pode ser recitado ou cantado. Chama-se salmo responsorial,
porque é uma resposta à primeira leitura.
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